segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

AS COISAS QUE FICAM...








 Não tem como resistir, choro mesmo. Lindo, maravilhoso, gostosão, principe de mãmãe.
Então eu paro e vejo que foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida.
Meus presentes de Deus... amores da minha vida !

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

AOS OLHOS DO PAI

 Aos Olhos do Pai
por Ana Paula Valadrão
DIANTE DO TRONO


Aos olhos do Pai
Você é uma obra-prima
Que Ele planejou
Com suas proprias mãos pintou
A cor de sua pele
Os seus cabelos desenhou
Cada detalhe
Num toque de amor
Aos olhos do Pai
Você é uma obra-prima
Que Ele planejou
Com suas proprias mãos pintou
A cor de sua pele
Os seus cabelos desenhou
Cada detalhe
Num toque de amor
Você é linda demais
Perfeita aos olhos do pai
Alguém igual a você nao vi jamais
Princesa linda demais
Perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Você é linda demais
Perfeita aos olhos do pai
Alguém igual a você nao vi jamais
Princesa linda demais
Perfeita aos olhos do Pai
Alguém igual a você não vi jamais
Aos olhos do Pai
Você é uma obra prima
Que Ele planejou
Com suas proprias mãos pintou
A cor de sua pele
Os seus cabelos desenhou
Cada detalhe
Num toque de amor
Nunca deixe alguém dizer
Que não é querida
Antes de você nascer
Deus sonhou com você!
Nunca deixe alguém dizer
Que não é querida
Antes de você nascer
Deus sonhou com você!
Você é linda demais
Perfeita aos olhos do pai
Alguém igual a você nao vi jamais
Princesa...
Aos olhos do Pai


O Diante do Trono é um grupo de música gospel surgido em Belo Horizonte, na Igreja Batista da Lagoinha. Criado em 1997, durante seus anos de ministério tornou-se referência musical não só entre os evangélicos como também em adeptos de outras religiões. É considerado o grupo mais popular na música cristã brasileira e um dos mais bem sucedidos da história da música nacional. Durante a sua história, vendeu mais de 10 milhões de CDs e mais de 2 milhões de DVDs, além de Especiais e Crianças Diante do Trono, esses que já os levou a serem equiparados diante a grandes nomes da música secular nacional.

Álbuns infantis

Série Crianças Diante do Trono


quarta-feira, 29 de junho de 2011

...

Parte da Minha Vida

Composição: Petrúcio Amorim
 
Já ta fazendo parte da minha vida
Já entra la em casa quando bem quer
Deita dorme e sonha na minha cama
Beija me abraça e me ama
Bem cedinho faz o meu café
Tambem já faço parte da sua vida
Lhe entreguei a chave do meu coração
Também com tanto beijo, com tanto carinho
To vivendo agora feito passarinho
Comendo na palma da sua mão
Você chegou na hora
Que eu mais precisava
Assoprou a minha brasa
Acendeu o meu viver
Pediu apenas meu amor
Eu disse tome
Sem querer juntou a fome
Com a vontade de comer

http://www.youtube.com/watch?v=TLt-DjAWuW8&feature=related

http://www.geraldinholins.com.br/

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reciclagem - O que é ser mãe ?

MÃE, é pra ser usado como adjetivo, poucos receberiam poucos teriam essa qualidade.
Não precisaria sair do seu próprio ventre para ser considerada MÃE.
É um absurdo as coisas que acontecem com crianças, elas não precisam ter medo de estranhos, pois o perigo agora é em casa, a própria família, aquela que deveria proteger esta querendo se livrar de COISAS MUITO PRECIOSAS que não querem mais, não sabem o valor que tem, vamos ter que fazer uma lavagem cerebral nas pessoas ou melhor relembrá-las o que deve ser jogado no lixo, pra quer serve o lixo, se hoje nem garrafas pet vão mais para o lixo.O que acontece com a raça humana que ao invés de proteger sua familia, esta acabando com ela.
Quantos vivem querendo passar por esse estado tão glorioso momento que é dar á luz a um ser tão especial, isso é maguinífico. Quantos querem ter no braço um bebe para proteger-lo, lhe dar carinho, amor, mostra-lhe o que há de bonito no mundo, deveres a fazer. Passar o que é o certo, o errado, ensinar a fazer o bem ao próximo, para ficar bem consigo mesmo.
Poxa essas pessoas sim deveriam ser contemplados com essas crianças, é uma dádiva com poucos merecedores.
O que leva a um pai uma mãe dar castigos que maltratam seus filhos que é a coisa mais preciosa que eles têm, não compreendo isso e acho muito injusto, pessoas que querem ter filhos não podem, as que não querem pegam e jogam fora, matam.
Algumas sim foram salvas e as tantas outras que não tiveram a mesma sorte de encontrar um anjo em seu caminho.
 Existem sim pessoas capazes de amar e muito, que pra uma criança que precisa de amor tem alguém querendo lhe dar esse amor.
Esses monstros que são capaz de tal absurdo com essas crianças indefesas, deveriam vir sem útero, deveria haver uma seleção. Você não tem capacidade de amar ao próximo, então não vai conhecer essa coisa grandiosa que é ter um filho.
Isso me revolta, pois tenho dois anjos mais lindos do mundo, meus tesouros. Pela as quais Mato, morro, faço o que for preciso para vê-los BEM.
Estamos bem perto do dia das mães, então aquelas que não merecem ser chamadas assim é quem deveriam estar na lata do lixo e parabéns mães que fazem tudo para ver seus filhos bem, estas que tem força para tudo quando se trata de seu filho, essa que por mais difícil que seja a situação, lutam por seus bens mais preciosos.


O QUE É SER MÃE ?

O que é ser mãe? É conceber, amamentar, dá a mão ao filho ante aos
primeiros passos, ensiná-los as primeiras palavras, colocá-los na escola,
segurar sua mão diante do portão do colégio lhe transmitindo segurança no
primeiro dia de aula. Cuidar desse filho por anos até a adolescência,
quando esse se achando independente, vê na adolescência a oportunidade
de se rebelar, julgando-se dono da verdade; Engano!
Acaso ser mãe também é ser permissiva temendo a rejeição do filho? Mas
até onde uma mãe deve ceder, temendo contrariar o filho? Será que
passividade de mais não é um erro, ou mesmo omissão?
Ser mãe é tarefa árdua que exige mais que amor, pois é como se em
seguida ao parto lhe fosse imputado um contrato vitalício, onde o único
beneficiário fosse o filho, sendo que à mãe só restasse os trabalhos, a
culpa se esse fracassa no decorrer da vida.
Raros são os filhos que neste dia em especial agradece sua mãe por uma
vida de dedicação, por cada instante que lhe fora doado desde a pregressa
infância, sendo que alguns sequer se lembram das noites em claro que
estas passaram devido às cólicas, dores de ouvido, febres altíssimas, coisa
de criança! Hoje estas mães ao se recordarem daquelas noites em que
passaram velando o sono ou mesmo ninando o recém-nascido sentem
saudades, pois outrora elas ainda exerciam sobre estes algum poder, fato
já esquecido! Hoje recorda saudosa daqueles tempos e assim sofre ao vê o
filho passando por experiências difíceis, mas que para eles nada mais são
que diversão que gozarão ao longo de suas vidas e nada mais que isso.
Noitadas afio em festas movidas a muito álcool e tabaco, drogas
supostamente leves, mas que a longo tempo causam danos irreversíveis,
um sofrimento a mais para estas mães que não têm como combater ou
coibir este tipo de diversão que seus filhos adotam nos dias de hoje, pois
se o faz são tarjadas de caretas, ditadoras, autoritárias. Mas se calam
sofrem no futuro pela omissão, pois podiam ter dito não, com firmeza e
mesmo correndo o risco de serem mal interpretadas estariam preservando
o futuro de seus filhos, mesmo que a princípio não houvesse
reconhecimento.
Ser mãe é abdicar-se de ser mulher, de ter vida própria e restar-lhe
apenas preocupação! Mas ao mesmo tempo este um prazer único e
indescritível, talvez por isso só as mulheres podem ser mãe, devido sua
sensibilidade e capacidade de entrega.
Já os homens não têm esta mesma capacidade, portanto estes jamais
terão o privilégio de gerar uma vida ou esse intenso e inexplicável prazer
de ser mãe.
Mãe, este ser supremo e inigualável, criado por Deus, com sentimentos
incapazes de serem compreendidos e recompensados por nós seus filhos,
já que ás vezes as magoamos, hora sem querer, hora sem esperar! É como
se não nos importássemos em demonstrar nossa gratidão e dívida por
existirmos, por termos esse privilégio de respirar, de chorar, sorrir, cantar,
entre tantos outros prazeres a nós proporcionados por termos nascidos.
Por isso hoje eu me propus a escrever esta pequena mensagem para
homenagear a minha e a todas as mães, uma maneira que achei de
agradecê-la por eu existir.
Olhos marejados, coração tomado por um sentimento de gratidão, e amor,
reverencio todas as mulheres e em especial minha mãe, que como tantas
outras que encontram dificuldades para cuidar, vestir, alimentar e educar
seus filhos, mulheres de fibras que mesmo tomadas pelo desespero não
desiste deles, nem diante do mais difícil obstáculo, muito pelo contrário,
são nesses momentos que mostram todo o seu amor e proteção.
Por isso não poderia deixar de amar toda mulher e aproveitar para
demonstrar meu amor nesta data, embora estas deveriam ser lembradas
todos os dias, nada mais justo, pois merecem já que são as únicas capazes
de gerar outro ser e nem mesmo diante da dor do parto elas desistem de
serem mães.
Ser mãe é ser mais que mulher, é ser um ser de entrega divinal!



terça-feira, 19 de abril de 2011

O Homem e a Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas; a mulher, o mais sublime dos ideais.  
Deus fez para o homem um trono; para a mulher fez um altar.  
O trono exalta e o altar santifica.    
O homem é cérebro; a mulher, coração.  
O cérebro produz a luz; o coração produz amor.  
A luz fecunda; o amor ressuscita.    
O homem é o gênio, a mulher o anjo.  
O gênio é imensurável; o anjo é indefinível.    
A aspiração do homem é a suprema gloria; a aspiração da mulher é a virtude extrema.  
A gloria promove a grandeza e a virtude, a divindade.    
O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência.  
A supremacia significa forca; a preferência representa o direito.    
O homem é forte pela razão; a mulher invencível pelas lagrimas.  
A razão convence e as lagrimas comovem.    
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, detodos os martírios.    
O heroísmo enobrece e o martírio purifica.    
O homem pensa e a mulher sonha.  
Pensar é ter uma palavrano cérebro; sonhar é ter na fronte uma aureola.      
O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta.  
Voar é dominar o espaço e cantar é conquistar a alma.    
Enfim o homem esta colocado onde termina a terra;  a mulher, onde começa o céu.       
Victor Hugo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Indecisão

Quantas oportunidades perdemos devido a um momento de indecisão?
Quantos não's?
Quantos sim's?
Quantos amores não vividos? quantos vividos e arrependidos do sim ou do não???
Dizem que Indecisão é quando sabemos muito bem o que queremos mas achamos que deviamos querer outra coisa.
Difícil? Acredito que não!
POis, acredito que dói muito mais o arrependimento de algo que não fizemos do que de algo que fizemos.
Quantas profissões deixamos de conhecer pela nossa indecisão???
Quanto mais nos conhecemos mais decididos ficamos, pois quando decidimos assumimos o risco.
Nosso poder de barganha aumenta!
Nossa criatividade extrapola porque quando estamos decididos somos positivos.
E pessoas positivas sabem que o fracasso não existe e significa que traçamos algo errado, que pegamos o caminho errado.
Mas acredito que a indecisão no inicio e quando controlada ela nos educa. Primeiro porque as vezes " quebramos a cara " e mudamos
de tática ficamos mais experientes e consequetemente mais decidos.
Acredito que a indecisão seja filha do medo, do receio, da falta de coragem... da insegurança.
Sabemos sempre que : Pode dar certo! OU pode não dar certo! e ai??
Ficaremos parados esperando o tempo e a vida passarem em nossa frente??
O dia a dia sempre nos dá uma oportunidade para ter um momento ou uma palavra de decisão.
Aprendendo a lidar com a indecisão estamos aprendendo a pensar sempre um pouco mais antes de agir, falar ou decidir.
Pense nisso!
E sugiro que decida ser feliz! rsrrs
você merece!
Pense menos. Aja mais. Dê mais valor aos seus sentimentos, seus impulsos, seus desejos. Deixe que eles tomem conta de vez em quando. A vida não é feita de planos perfeitos e o que nós somos não é feito de decisões certas, mas de erros e das lições aprendidas com eles.

E então? Já pensou em se jogar na vida nos momentos em que você mais merece dela?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nem tudo é fácil - Cecilia Meireles

"É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...
Mas com certeza, nada é impossível.
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!"

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A mulher das bofetadas

Nada melhor do que começar com um texto de Nelson Rodrigues.
As mulheres enfeitam demais, mas os homens nunca percebem o que acontece de verdade. Não existi essa de principe encantado...  todos querem as mesmas coisas... e o fim é esse... Tudo Acaba em Pizza ou Sexo ! Mas vamos ler como começa...



Chegou atrasado no emprego. Tirava o paletó, quando o Carvalhinho veio avisar:
— Olha, telefonaram pra ti.
— Homem ou mulher?
— Mulher.
— Deixou recado?
— Não. Disse que telefonava depois. Arregaçando as mangas, bufou:
— ok! ok!
Uns dez minutos depois, estava pondo em ordem uns pa­péis, quando o telefone bate novamente. O contínuo, que aten­deu, berrou:
— Aristides!
Larga o serviço e apanha o telefone. Era uma voz feminina que, a princípio, não identificou. A pessoa perguntava: — “Não me conheces mais?”. Aristides, já impaciente, foi quase gros­seiro:
— Quer dizer quem fala? Estou ocupadíssimo e não posso perder tempo.
Há uma pausa e, finalmente, a voz responde:
— Sou Dorinha.
Aristides quase cai para trás, duro.
Dorinha era o seu amor jamais esquecido ou, melhor, a sua dor-de-cotovelo confessa e imortal. Que idade teria ela, no momento? Uns vinte e cinco anos. Tinham se namorado na adolescência. Por um motivo bobo, haviam brigado. E quan­do Aristides, devorado pela nostalgia, quis voltar, ela já estava apaixonada por um outro, o Gouveia. Durante uns seis meses, Aristides andou pensando, dia após dia, em meter uma bala na cabeça. Acabou renunciando ao suicídio, mas ficou-lhe, para sempre, o sofrimento surdo. Dorinha casara-se com o Gouveia, tinha dois filhos de Gouveia. E sempre que a via, acidentalmente, na rua, Aristides precisava tomar um pileque dantesco. E, súbi­to, ela telefona, a inesquecível, a insubstituível Dorinha! Ao im­pacto da surpresa, gagueja:
— Ah, como vai você?
— Bem. E você?
— Navegando.
E, então, Dorinha diz-lhe:
— Preciso muito falar contigo.
— Comigo? E quando?
— Já.
— Pois não. Estou às tuas ordens. — E, na sua ternura so­frida, pergunta: — Tu sabes que mandas em mim, não sabes?
Combinaram o encontro, para daí a vinte minutos, numa sorveteria da rua da Carioca.
Aristides largou o serviço, que estava atrasadíssimo, e correu para o elevador. Daí a dez minutos, estava no local. Encontrou-a mais linda, mais fresca do que nunca. Diante da mulher que nun­ca deixara de amar, não se conteve. Com o coração disparan­do, começou:
— Sou todo teu. Nunca deixei de te amar.
Tomando refresco, com canudinho, Dorinha vai falando:
— Eu preciso de um favor teu. Mas quero que prometas que não pensarás mal de mim.
O espanto do rapaz foi uma coisa sincera e profunda:
— Você acha que eu posso fazer má idéia de ti? Oh, Do­rinha!
Então, sem desfitá-lo, Dorinha disse:
— Meu marido partiu hoje, ao meio-dia, para São Paulo. De hoje para amanhã, eu sou uma espécie de solteira ou, então, de viúva. De qualquer maneira, uma mulher livre. Pensei em você, que merece toda a minha confiança e… Está compreendendo?
Numa confusão total, balbuciou:
— Mais ou menos.
E ela:
— Para falar português claro: — estou oferecendo a minha tarde. Leva-me!
Deslumbrado, exclama:
— Oh, Dorinha!
Ele pagou, trêmulo, a despesa.
Saem e, lá fora, Dorinha observa:
— Mas não devo me expor. Arranja um interior, sim?
Acontece que Aristides mantinha, de sociedade com um amigo, um apartamento em Botafogo. Cheio de escrúpulos, bai­xa a voz: — “Eu tenho um lugar, assim, assim, discretíssimo”. Dorinha interrompe: — “Ótimo!”. Tomam um táxi, que ia pas­sando. A caminho de Botafogo, a pequena começa:
— Você, naturalmente, está espantado e querendo uma ex­plicação.
Protesta, veemente:
— Explicação nenhuma! Basta o fato em si! Você está aqui, comigo, a meu lado, e não interessam os motivos, argumentos, nada!
Quando entraram, uns quinze minutos depois, no aparta­mento, Aristides não sabia o que dizer. Ainda uma vez, Dori­nha toma a iniciativa:
— Você não me beija?
Ofereceu-lhe a boca. Aristides experimentou uma espécie de vertigem. O primeiro beijo, depois de tanto tempo, foi uma dessas coisas que marcam para sempre. Em seguida, ele a carre­ga no colo, como uma noiva de fita de cinema. Uma hora e pou­co depois, já a noite entrara no apartamento e Dorinha estava diante do espelho, refazendo a pintura. Aristides veio, por trás, beijar-lhe os ombros nus; e suspira:
— Eu não sabia que gostavas tanto de mim!
Dorinha vira-se, com divertida surpresa:
— Mas eu não gosto de ti.
Atônito, pergunta:
— E isso que aconteceu entre nós? Não conta?
A pequena está de pé:
— Era a explicação que eu queria te dar e que tu recusaste. O meu marido, ontem, discutiu comigo e me deu uma bofeta­da. Estou aqui por causa da bofetada. Mas amo o meu marido e só meu marido.
Ele insiste, desesperado:
— Quer dizer que não vamos continuar?
Responde:
— Depende. Se meu marido me bater outra vez, já sabe: — eu telefono pra ti.
Sem uma palavra, na maior humilhação de sua vida, dei­xou-a partir.
Mas quando a porta fechou-se atrás da pequena, ele caiu, de joelhos, no meio do quarto, mergulhou o rosto nas mãos e soluçou como uma criança.
Durante uma semana, ele foi o ser mais humilhado e mais ofendido da Terra. Dizia de si para si: — “A cínica! A cínica!”. E pior é que era incapaz de sentir atração por qualquer outra mulher. Uns quinze dias depois, ele atende o telefone: — era ela. Perguntava, alegremente:
— Vamos lá, outra vez?
Foram. E, no apartamento, ela suspira:
— Imagina, deu-me outra bofetada.
Encontraram-se outras vezes, sempre em função de novas bofetadas. Até que, uma tarde, entre um beijo e outro, ela ex­clama:
— Os homens são muito burros!
— Por quê?
E Dorinha:
— Tu não percebeste que não houve bofetada nenhuma? Que meu marido não me esbofeteou nunca? E que eu te amo, te amo e te amo?